guest post: peca-se no MAH by ana lucia almeida

I have been working with Ana Lucia Almeida, throughout the past several months in preparing for my Seven Social Sins exhibition.  She is a lovely woman who has been delightful to work with and very supportive of my imagery.  The following is an article she has written about my Seven Social Sins exhibition, she has granted me permission to share it on my blog as well.  I don’t speak Portuguese, however, in text, I do find it slightly more comprehensible, therefore, I understand the gist of the article, but not every word (And English version has also been included).

Ana Lucia
Ana Lucia Almeida

Peca-se no MAH

–courtesy of Ana Lucia Almeida

Cativante, insidiosa, a beleza instala-se, domina, compele e redime. Como as mulheres. Não talvez como todas as mulheres, mas certamente como Sophia de Mello Breyner, decididamente como Carly Swenson. Belas mulheres, poeta e artista, irmanam-se também pela sua Poética caraterizada por uma comum rendição ante o real, por um mesmo comprometimento com o social.

“Aquele que vê o espantoso esplendor do mundo é logicamente levado a ver o espantoso sofrimento do mundo. “ – diz  Sophia e se Sophia dispensa que se diga mais de si,  sobre Carly Swenson apetece dizer umas quantas coisas mais.

Natural do Havre, Montana, casada com um militar americano estacionado na Base da Lajes, esta jovem americana residente na Terceira tem também a capacidade de se comover face ao esplendor do mundo e de igualmente se indignar face ao mal que nele grassa.

Sete Pecados Sociais: Seven Social Sins, exposição patente  desde 23 de fevereiro de 2013 e até 9 de junho do mesmo ano, na Sala Dacosta do Museu de Angra do Heroísmo, incorpora 7×3 telas da sua autoria, inspiradas nos  sete pecados capitais que Gandhi responsabilizou pelas desgraças sociais: Prazer sem Consciência, Política sem Princípios, Riqueza sem Trabalho, Conhecimento sem Sabedoria, Comércio sem Moralidade, Adoração sem Sacrifício e Ciência sem Humanidade.

Dramaticamente belas ou chocantemente perversas, as obras de Carly Swenson são intrigantes e subtilmente provocatórias. Perspetivadas como exercícios de crítica, combinam ícones clássicos, imagens conceptuais e objetos de uso comum, de forma a promover uma tomada de consciência de persistentes fatores de injustiça no mundo contemporâneo.

A pluralidade de técnicas e a multiplicidade de materiais associam-se à exuberância cromática e à interseção de texturas para as tornar imediatamente apelativas. Forçam o olhar e desconcertam pela forma como literalmente acumulam referências, construindo-se à maneira de palimpsestos que cruzam o intimismo surrealista com a estridência berrante da pop art.

A primeira impressão é de caos. Contudo, quando os imperativos da lógica cedem à dimensão alegórica, o absurdo estala face à dilatação dos significados subjacentes à teia intricada de imagens.

Num dos quadros mais belos que tematiza a desvirtualização do conhecimento, andorinhas esvoaçam para fora de um livro aberto, numa espécie de aparente revoada primaveril que polvilha de florzinhas amarelas o mapa mundi. Mas estão amarradas as andorinhas. Fios negros tarjam-lhe os corpos e coartam-lhes o voo e, mais que aberto, o livro está esgarçado, esven-trado de páginas. Resta apenas a lombada carimbada: state book. Na base do quadro, outros tantos livros, “Boys Books”,”What a Girl can Make and Do”: “malhas que o império tece“ aos “menino(s) de sua mãe”.

Uma outra tela, uma daquelas em que a mensagem é mais direta, aborda a Política sem Princípios: bonecos de plástico lívidos perfilham-se lado a lado, amortalhados sob uma bandeira americana cruzada de pensos rápidos. Noutra ainda, fósforos queimados escadeiam harmonicamente azul celeste acima e há pássaros, mulheres elegantes e Alices. Mas os pássaros ostentam letreiros “sold” e todas as maravilhas sucumbem face à dominância dos relógios alados que escaveira rostos e mantém dobradas as costas da ceifeira de Courbet: Comércio sem Moralidade.

Esta é pois arte do “tempo dividido”, da “selva mais obscura”      “da noite densa/pesada de chacais/ Pesada de amargura” “em que os homens renunciam”. Mas esta é também uma arte luminosa. Como o pecado, atrai e repele… Como a beleza, humaniza, comove, incita. Vale pois a pena visitar o Museu de Angra do Heroísmo e apreciar o quão bem se peca na Sala Dacosta.

Knowledge without Character I, 24in x 24in mixed media collage on canvas, Carly Swenson 2010
Knowledge without Character I, 24in x 24in mixed media collage on canvas, Carly Swenson 2010
Politics without Principle II, 24in x 24in mixed media collage on canvas, Carly Swenson 2010
Politics without Principle II, 24in x 24in mixed media collage on canvas, Carly Swenson 2010
Commerce without Morality II, 24in x 24in mixed media collage on canvas, Carly Swenson 2010
Commerce without Morality II, 24in x 24in mixed media collage on canvas, Carly Swenson 2010

 

Here is a rough translation of her article from Portuguese to English (Thank you, Google Translate):
We Sin at MAH

Captivating, insidious, beauty settles, dominates, compels and redeems. As women, not perhaps, all women, but certainly as Sophia de Mello Breyner decidedly like Carly Swenson. Fine women, poet and artist, fellowship through poetry characterized by a common surrender before the real, and by the same commitment to the social.

“He who sees the amazing splendor of the world is logically led to see the amazing world of suffering,” Says Sophia and Sophia waiver that says more about herself, about Carly Swenson feel like saying a few things.

A native of Havre, Montana, married to an American military stationed at Lajes Base, this young American living in Terciera also has the ability to move against the splendor of the world and also be indignant against the evil that rages in it.

Seven Social Sins:  Seven Social Sins, on display from February 23 through June 9, 2013, in Dacosta Gallery at the Museum of Angra do Heroismo, includes twenty-one original canvases, inspired by the seven sins which Gandhi has blamed for social woes: Pleasure without conscience, Politics without principle, Wealth without work, Knowledge without character, Commerce without morality, Worship without sacrifice and Science without humanity.

Dramatically beautiful or shockingly evil, Carly Swenson’s works are intriguing and subtly provocative. Her imagery intentionally combines classical iconography, conceptual images and common objects, in order to promote an awareness of persistent factors injustice in the contemporary world.

The plurality and multiplicity of technical materials are associated with the color and exuberance of a combination of textures to make them immediately appealing. Forcing the viewer to look, initially baffled by how the references accumulate, building up in a manner combining surreal intimacy with the stridency of garish pop art.

The first impression is chaotic. However, when the imperatives of logic yield to allegorical dimension, the absurdity pops against the expansion of the meanings behind the intricate web of images.

In one of the most beautiful paintings for the concept of knowledge, swallows flit out of an open book, apparently sprinkling yellow florets over a world map. But the swallows are tied. Black wires are tethered to the bodies, restraining their flight and the open book is frayed, absent pages. This leaves only the cover stamped: State Textbook. At the base of the table, so many books, The Boy’s Book, What a Girl can Make and Do, The Girl’s Own Outdoor Book to Three Hundred Things a Bright Boy Can Do.

Another canvas, one in which the message is more direct approaches Politics without principles: plastic dolls livid stand up side by side, shrouded in an American flag crossed with bandages. In another still, burnt matches ascend harmonically over blue, birds, elegant women and Alice (of Wonderland) are also included. But the birds bearing placards “sold” and all the wonders succumb to the dominance of the face that watches winged clock faces are kept tucked away Reaper Courbet: Commerce without Morality.

This is because art “split time”, the “darkest jungle” “Night dense / heavy Coyotes / Heavy bitterness” “in which men resign.” But this is also an art light. As sin, attracts and repels … Like beauty, humanizes, moves, stirs. It’s worth visiting the Museum of Angra do Heroismo to appreciate the works in the Dacosta Gallery.

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